sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

ALCYR GUIMARÃES CANTA, TOCA E FALA SOBRE SUA CARREIRA NO "VOZES DO PARÁ"

Alcyr Guimarães cantou e tocou, além de falar de sua brilhante carreira na MPB

Esta sexta-feira está nos trinques para o programa "Vozes do Pará", aqui da Rádio Sintonia - toda sexta-feira, de 6 às 8 da noite -, produzido e apresentas por Marcelo Souza. O convidado é um dos músicos mais queridos do público paraense: o cantor, compositor e instrumentista Alcyr Guimarães. 

Ele  fala de sua carreira e apresenta seu novo disco, intitulado "Bonitin Assim". Segundo Alcyr, o CD conta com ritmos e concepções do atual cenário da produção musical. "Este é um CD moderno, com ritmos, arranjos e concepções do que está sendo produzido, ouvindo artistas emergentes, utilizando a tecnologia como suporte também", afirma. 

O disco conta com duas faixas de samba, ritmo que marca grande influência na carreira do músico. Alcyr, além da música, é ex-radialista  e médico aposentado (Virologista) de renome, pesquisador da OMS (Organização Mundial da Saúde). 

Ele é multiinstrumentista (viola, violão, teclado e cavaquinho). Na adolescência foi jogador do Internacional de Porto Alegre. Entre 1974 e 1978 estudou biomedicina na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde mais tarde, passou a lecionar nesta área. 

 Ex-integrante do Manga Verde, um dos primeiros grupos de samba de Belém, participou da criação do Arraial do Boi Pavulagem, sendo ainda destaque no carnaval local como compositor da escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná.  Entre 1965 e 2001 lançou vários discos, entre os quais "Alugado", "Santarém", "Oficina", "Manga verde", "Festa de boi no céu", "Curriculum",  "Rio", "Portal de vida", "Ecos", "Frutos", "Amizade", "Lendas", "Amazônia", "Mestre Calafate", "Íntimo", "Tempo de flores", "Postais", "Magia das marés", "Marapanim" e "Olê, olá Belém". 

 Em 2002 lançou os discos "Rede de sonhos" e "Cercas e quintais", no qual interpretou diversas composições de sua autoria: "Navio dos cabeludos", "Meninos do Barreiro" (c/ Walmir Matos Júnior), "Meretriz" (c/ Manoel Cordeiro), "Somente eu" (c/ Adamor Ribeiro), "Singela" (c/ Vital Faria) e "Mala e cuia", também em parceria com Vital Farias e com a participação especial do parceiro. No ano seguinte lançou o disco "Minha alma popular". No ano de 2004 lançou o CD "Cantigas para gente e Passarinho".

Neste disco, interpretou "Varanda" (c/ Almirzinho Gabriel e Manoel Cordeiro), "Colibri", "Pequena ópera da Amazônia" e "Boi de estrela", além de incluir uma composição de autoria de Vital Farias intitulada "Cantiga de índios e caboclos". Em 2005 lançou o CD "Janelas", no qual interpretou diversas composições de sua autoria, entre elas "O bom ladrão" (c/ Edgar A Proença), "Asa e canoa", "Rendez-vous", "Ladrão de galinha", "Alugado" (c/ Beka), "Devagarinho mar-a-abaixo", "Curriculum", "Postais", "Ausência", "Meu filme francês", "Data-venia" (c/ Adilson Ancântara) e "Pequena cantiga de bom dia". 

Recebeu comenda como Patrimônio Cultural do Estado do Pará. No ano de 2015, ao lado de Aninha Portal e Evandro Barcellos, foi um dos convidados da roda de samba "Terapia Popular", projeto criado e comandado pelo compositor Roberto Serrão, apresentado no bairro de Botafogo, no Bar Chopp Time, acompanhados pelo grupo Terapia Popular, integrado por Diogo Cunha (violão 7 cordas); Amendoim SP (cavaquinho); Zé Carlos (percussão) e Luiz Carlos (percussão). 

Neste mesmo ano lançou o 35º disco intitulado "Todas as cores". Durante a carreira lançou três discos na Alemanha, pela gravadora Tupirama Music, dois na Holanda e um CD e DVD na Inglaterra, pela gravadora Dynamic Group. Apresentou-se também no exterior, destacando-se Holanda, Alemanha e Inglaterra. Entre suas composições mais conhecidas constam "Ladrão de galinha" e  "Quatro louvações", interpretada em dueto com a cantora Sabah Moraes. 

Como instrumentista tocou 12 anos com Sivuca e fez parte da banda de Geraldo Azevedo.

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