Em 1976, Jorge Ben Jor mexeu no time e no som que tinha lhe garantido sucessivos êxitos desde 1969, ano de País tropical e de outros hits nacionais. No álbum África Brasil, o cantor e compositor carioca trocou definitivamente o violão pela guitarra elétrica. E fez este disco renovador com Marco Mazzola, produtor que logo se tornaria um dos mais requisitados e importantes da música brasileira. O resultado foi um disco elétrico em todos os sentidos.


Ben caiu no suingue afro-brasileiro com toques da música negra pop americana da época. Samba, soul, funk, afrobeat e samba-rock foram algums ritmos tocados e misturados pelo artista neste álbum que atualizou o som de Ben sem macular o ritmo singular de obra lançada em 1963 com grande impacto.


África Brasil foi Jorge Ben em outro esquema novo. O que justifica o culto ao álbum, cujos 40 anos serão celebrados no fim desta semana em show que junta BNegão, Jorge du Peixe (Nação Zumbi), Russo Passapusso (BaianaSystem), Xênia França (Aláfia) e Nayra Costa em duas apresentações no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo (SP).